terça-feira, 29 de março de 2011

Comentários acerca do filme: A Rede Social

Na última sexta-feira, dia 25/03/11, assistimos em sala de aula o filme A Rede Social. O trio fez algumas análises acerca do filme. É possível perceber como uma simples idéia é capaz de transformar toda uma realidade, no caso, a virtual. Um aluno de Harvard, que não era popular e nem tinha muitos amigos, se utilizou de um programa, apresentado no início do filme, para se vingar de sua ex-namorada, que terminou o relacionamento. A partir daí, ele ganhou uma visibilidade que culminou com a criação do Facebook. E daí, por que esse site de relacionamento tornou-se algo tão grande e com tantos adeptos? A pergunta pode gerar muitas respostas, uam delas seria o fato de que as pessoas, na atualidade mundial, apresentam um hábito de utilizar a internet como veículo de comunicação,de forma que esse site possibilitou que todos pudessem se conhecer de forma simples e ágil.Assim, conversar com um amigo ou qualquer outra pessoa que se tenha interesse é algo que não demanda custos econômicos e nem grande trabalho. O Facebook facilitou a comunicação, e agora o processo de virtualização da relações é irreverssível. Fica aí uma reflexão: se as pessoas comunicam-se muito mais pela internet, como andam as relações humanas?
Esperamos comentários!!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Entendendo como funcionam os Sistemas de Comunicação

Todo sistema é constituido por vários objetos e uma relação lógica entre eles. Assim, tudo aquilo que não é tomado de forma isolada e tem um sentido, constitui-se como um elemento participativo de um sistema. Um exemplo de sistema é a economia, que pode dividir-se entre primeiro, segundo e terceiro setor.

Dado, informação e conhecimento

Os dados não tem qualquer significado para as pessoas, muito menos para os computadores, a menos que, após armazenados, sejam interpretados. Tal interpretação só é viável por pessoas que transformam um dado em Informação.
Um conjunto de informações interligadas e logicamente relacionadas, transformam-se em conhecimento. Portanto, o conhecimento pode ser considerado como um conjunto mais elevado do que um mero conjunto de informações.

Módulo de comunicação

O emissor é aquele que transmite as informações por diferentes meios.
O receptor é aquele que recebe a informação através do canal de comunicação.
O protocolo é uma linguagem comum entre o receptor e o emissor, devendo ser compreensível para ambos. É importante que a informação transmitida pelo emissor seja clara e coerente à capacidade de entendimento do receptor.

Um exemplo de módulo de comunicação:

Em um atendimento, em que o Assistente Social seja o emissor, o canal é o ar, o protocolo é a língua portuguesa, clara ao entendimento do usuário, sendo esse o receptor.
Há a possibilidade de variação entre o emissor e o receptor.

Memória

Pode ser entendida como um mecanismo de armazenamento de dados de curto ou longo período.

Exemplo: Cérebro humano, folha de papel, parede de uma caverna com inscrições arqueológicas.

Processador

É uma ferramente útil para transformação de dados em informações. O cérebro humano também opera como um processador quando estamos pensando.

Módulo de Controle

O conceito simplificado de Módulo de Controle é o de que os seres vivos, que possuem algum tipo de inteligência, sejam eles reais(animais ou vegetais) ou virtuais (empresas, organizações, associações,clubes,etc) estão processando dados e informações de maneira contínua. Esse processo tem um objetivo específico: ter um comportamento ora defensivo, ora ofensivo, ora inerte, como forma de sobrevivência.

Todo módulo de controle é constituído de quatro elementos básicos:

1.Alvo

Estrutura-se a partir do mercado, que deve ser satisfeito e controlado, e pelos proprietários que são atendidos em suas necessidades.

2. Realimentação

São as informações advindas do alvo que referem-se a performance da empresa. Um exemplo é a situação política e econômica ancional e internacional.

3.Refêrencia ou objetivo a ser atingido

São as informações que constituem parte do planejamento empresarial, definindo o estado em que o alvo deve se manter.

4.Comparador

Esse processo ocorre a partir do momento em que os executivos da empresa recebem informações , processando-as e gerando informações de saída. Assim, é fundamental que essas informações sejam transmitidas de maneira eficiente e clara, pois qualquer falha pode acarretar o impedimento do alcance dos objeitvos.

Sistema de informação

É um sistema que designa-se no processamento e na comunicação de dados ou de informações.
Esse sistema é composto pela união de módulos (objetos) de comunicação, de controle, de memórias e de processadores ligados entre si por meio de uma rede com linguagem comum. Os programas executados por esse sistema  definem as relações lógicas entre esses módulos.
As pessoas são de total importância para o funcionamento desse sistema, uma vez que de nada adianta grandes investimentos em máquinas se as pessoas não estiverem prontas para utilizá-las.

A Rede Neural

Há um exemplo de Sistema de Informação perfeito, o sistema nervoso do corpo humano, conhecido também como rede neural humana.
Seus inputs (entradas) são as informações que lhe chegam do meio ambiente por meio dos seis órgãos dos sentidos.
Os outputs (saídas) são constituídos pelos movimentos musculares e pela fala.
Os canais de comunicação são os nervos.
A memória e o processador se encontram espalhados pelo sistema nervoso.
Essa rede neural é muito mais moderna que os computadores, de maneira que nem mesmo os cientistas ainda a compreendem em sua totalidade. Assim, por mais que haja computadores avançados, ainda não foi criado nada semelhante a mente humana.

Fonte: MATTOS, A.C.M. Sistemas de informação: Uma visão Executiva.São Paulo: Saraiva, 2005








quarta-feira, 16 de março de 2011

O uso das Tecnologias de Informação no Serviço Social


O Serviço Social, como profissão criada na década de 1930 no Brasil, passou e ainda passa, por diferentes e complexos processos em relação ao seu exercício profissional. O Assistente Social da década de 1970  adotava posturas ético-políticas e técnico-operativas correspondentes à conjuntura sócio-histórica do período.
 Contudo, por mais que alguns profissionais ainda persistam em adotar tais posturas, no século XXI, é cada vez mais visível que a grande maioria avançou nesse sentido, e os avanços tendem a multiplicar-se ainda mais.
Tal realidade nos remete a necessidade de uma ampla reflexão acerca do uso das tecnologias de informação pelos Assistentes Sociais da atualidade. Devido à amplificação da utilização de diferentes veículos tecnológicos no processo de atendimento aos usuários por parte dos profissionais, é possível considerar que a modernidade trouxe determinadas facilidades, mas isso surtiu efeitos positivos em relação à garantia dos direitos desses usuários?
Esse debate torna-se complexo e controverso no campo profissional, demandando uma postura crítica para que não se caia nas “teias” do senso comum e em possíveis “armadilhas”. Ou seja, há Assistentes Sociais que utilizam as tecnologias de informação de forma apenas mecânica, impessoal e não reflexiva, tornando o trabalho um mero instrumento de manutenção da ordem social.
Todavia, consideramos que é possível e faz-se necessário que os profissionais, não só os Assistentes Sociais, mas todos os que desempenham papeis importantes na garantia dos direitos dos cidadãos, utilizem as tecnologias de informação como uma aliada, ou seja, um veículo para otimização do trabalho realizado, de maneira abrangente para que se possa ampliar a qualidade de vida dos usuários.
É fato que, não é possível retroceder e deixar de acompanhar as revoluções tecnológicas. Porém, por mais que existam e sejam importantes as tecnologias, os números exatos, os levantamentos quantitativos e o trabalho organizacional, o que realmente tem importância na “vida real” são as pessoas como sujeitos, seres humanos de carne e osso que são inundados de história, e acima de qualquer coisa, é em detrimento da melhoria da qualidade de vida desses sujeitos de direitos que a prática profissional do Assistente Social deve se pautar.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Resenha acerca do texto: Assistente Social e tecnologias de informação. Autor: Márcio Antunes da Silva

O autor inicia o texto abordando o debate sobre as tecnologias de informação a partir das concepções de Marx acerca das forças produtivas e as relações de produção. Dentro desse contexto, pode-se elencar a importância dos fatores históricos e sociais.
No capitalismo, as relações de produção só existem devido às necessidades da classe trabalhadora de sobreviver, ou seja, as tecnologias de informação tornam-se mecanismos úteis para manter o processo de subordinação do trabalho. Em contrapartida, é necessário um olhar crítico em relação às tecnologias de informação para que não se construa uma visão unilateral do tema.
As tecnologias de informação não são condicionantes fundamentais para o desenvolvimento social, ou seja, o acesso a essas tecnologias não é para todos, o que leva parte da sociedade a uma exclusão que é inerente ao sistema capitalista.
Diferentemente das leis da natureza, que foram organizadas racionalmente pelo homem, existindo anteriormente a ele, a máquina não existiria sem a projeção humana. Portanto, a lógica é a de que a máquina deve submeter-se ao homem, e não o contrário.
No que se refere ao Serviço Social, é importante considerar que o profissional, a partir das tecnologias de informação, tem a possibilidade de desempenhar um trabalho mais estruturado. Contudo, o autor aponta que as tecnologias de informação não podem ser consideradas como instrumentos neutros, já que existe uma intencionalidade na sua aplicação.
Portanto, essas tecnologias não são aplicadas apenas de forma técnica, mas também política e seletiva, favorecendo interesses de grupos sociais.
O Assistente Social tem como recurso profissional o auxílio das tecnologias de informação no atendimento ao usuário, otimizando o processo de gestão de serviços sociais. Nesse processo, o Profissional deve manter uma postura crítica, de forma a não utilizar essas tecnologias mecânica e irracionalmente.
Assim, pode-se concluir que, na atualidade, o debate acerca do uso das tecnologias de informação no Serviço Social não deve ser pautado como uma solução para os problemas sociais, mas sim para romper-se com o conservadorismo profissional.