O Serviço Social, como profissão criada na década de 1930 no Brasil, passou e ainda passa, por diferentes e complexos processos em relação ao seu exercício profissional. O Assistente Social da década de 1970 adotava posturas ético-políticas e técnico-operativas correspondentes à conjuntura sócio-histórica do período.
Contudo, por mais que alguns profissionais ainda persistam em adotar tais posturas, no século XXI, é cada vez mais visível que a grande maioria avançou nesse sentido, e os avanços tendem a multiplicar-se ainda mais.
Tal realidade nos remete a necessidade de uma ampla reflexão acerca do uso das tecnologias de informação pelos Assistentes Sociais da atualidade. Devido à amplificação da utilização de diferentes veículos tecnológicos no processo de atendimento aos usuários por parte dos profissionais, é possível considerar que a modernidade trouxe determinadas facilidades, mas isso surtiu efeitos positivos em relação à garantia dos direitos desses usuários?
Esse debate torna-se complexo e controverso no campo profissional, demandando uma postura crítica para que não se caia nas “teias” do senso comum e em possíveis “armadilhas”. Ou seja, há Assistentes Sociais que utilizam as tecnologias de informação de forma apenas mecânica, impessoal e não reflexiva, tornando o trabalho um mero instrumento de manutenção da ordem social.
Todavia, consideramos que é possível e faz-se necessário que os profissionais, não só os Assistentes Sociais, mas todos os que desempenham papeis importantes na garantia dos direitos dos cidadãos, utilizem as tecnologias de informação como uma aliada, ou seja, um veículo para otimização do trabalho realizado, de maneira abrangente para que se possa ampliar a qualidade de vida dos usuários.
É fato que, não é possível retroceder e deixar de acompanhar as revoluções tecnológicas. Porém, por mais que existam e sejam importantes as tecnologias, os números exatos, os levantamentos quantitativos e o trabalho organizacional, o que realmente tem importância na “vida real” são as pessoas como sujeitos, seres humanos de carne e osso que são inundados de história, e acima de qualquer coisa, é em detrimento da melhoria da qualidade de vida desses sujeitos de direitos que a prática profissional do Assistente Social deve se pautar.

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