O autor inicia o texto abordando o debate sobre as tecnologias de informação a partir das concepções de Marx acerca das forças produtivas e as relações de produção. Dentro desse contexto, pode-se elencar a importância dos fatores históricos e sociais.
No capitalismo, as relações de produção só existem devido às necessidades da classe trabalhadora de sobreviver, ou seja, as tecnologias de informação tornam-se mecanismos úteis para manter o processo de subordinação do trabalho. Em contrapartida, é necessário um olhar crítico em relação às tecnologias de informação para que não se construa uma visão unilateral do tema.
As tecnologias de informação não são condicionantes fundamentais para o desenvolvimento social, ou seja, o acesso a essas tecnologias não é para todos, o que leva parte da sociedade a uma exclusão que é inerente ao sistema capitalista.
Diferentemente das leis da natureza, que foram organizadas racionalmente pelo homem, existindo anteriormente a ele, a máquina não existiria sem a projeção humana. Portanto, a lógica é a de que a máquina deve submeter-se ao homem, e não o contrário.
No que se refere ao Serviço Social, é importante considerar que o profissional, a partir das tecnologias de informação, tem a possibilidade de desempenhar um trabalho mais estruturado. Contudo, o autor aponta que as tecnologias de informação não podem ser consideradas como instrumentos neutros, já que existe uma intencionalidade na sua aplicação.
Portanto, essas tecnologias não são aplicadas apenas de forma técnica, mas também política e seletiva, favorecendo interesses de grupos sociais.
O Assistente Social tem como recurso profissional o auxílio das tecnologias de informação no atendimento ao usuário, otimizando o processo de gestão de serviços sociais. Nesse processo, o Profissional deve manter uma postura crítica, de forma a não utilizar essas tecnologias mecânica e irracionalmente.
Assim, pode-se concluir que, na atualidade, o debate acerca do uso das tecnologias de informação no Serviço Social não deve ser pautado como uma solução para os problemas sociais, mas sim para romper-se com o conservadorismo profissional.
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